Ruim com ele, pior sem ele
A tão esperada vitória de Lula no primeiro turno não aconteceu. As novas trapalhadas do staff petista causaram mais um estrago na imagem do presidente.
O “dossiê” contra Serra e a súcia tucana tornou-se um dos maiores “tiros no pé” da história política brasileira. Como é possível tamanha idiotice? A Direita jamais faria isso.
O fato é que não há mais jeito e a disputa vai para o segundo turno. O inacreditável na política brasileira é o cinismo e o descaramento das “alianças” que não são pautadas em termos programáticos, mas sim em interesses pessoais.
O que está em jogo no Brasil não é a implementação de um projeto nacional de desenvolvimento, mas o aparelhamento e a transformação do Estado em covil por mais um quadriênio. Logicamente, sabemos que a súcia petista é (ainda) bem diferente da dupla PSDB/PFL. Estes últimos possuem quinhentos e seis anos de experiência na arte da pilhagem do Estado.
O próprio “debate” entre as candidaturas de Lula e Alckmin no primeiro turno se resumiu ao Nada. A grande discussão da eleição para presidente foi a “Ética na Política” patrocinada pela “oposição”. Sem dúvida alguma tal discussão é importante, mas conhecendo a “oposição”...
Confesso que escutar FHC e ACM, pregando moralidade pública e ética, é nauseante. Duas personalidades que deveriam estar encarceradas pelo que fizeram e fazem ao Brasil.
Porém, estamos neste país abençoado por Deus e bonito por Natureza.
Um aspecto que me chama a atenção é a promiscuidade política. Na briga pelo poder vale literalmente tudo, inclusive a “união” da Esquerda e da Direita. Outro ponto interessante é que as eleições brasileiras ocorrem em “dois mundos”: o regional e o nacional.
Nossas elites conseguiram fatiar a política de tal modo que é possível praticar atrocidades ideológicas que deixariam qualquer analista europeu (sim, só pode ser europeu) horrorizado. É possível em alguns estados encontrar a aliança PT/PFL!
O sistema político brasileiro está falido. Aliás, não existe sistema político no país. O que existe é uma baderna que permite a manutenção da imoralidade. Bem, mas é o que temos...
No segundo turno teremos dois “projetos”: o primeiro, representando a manutenção no poder de um novo grupo (só quatro anos) que jamais esteve presente no saque do Estado brasileiro. O segundo, representa a continuação da pilhagem colonial e da ditadura.
Certamente, você deve saber qual o grupo que eu prefiro dentro do atual contexto.
Colaboração revisional: André Vinícius Lira da Costa
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