Os EUA e o Katrina
O furacão Katrina expôs com toda intensidade as mazelas da sociedade norte-americana. As cenas de milhares de pessoas jogadas à própria sorte, acompanhadas em todo o planeta, foram deprimentes. Tais cenas só tinham sido registradas, até então, em países africanos que passam a pior das guerras civis.
Inacreditavelmente, eram cenas da maior nação do planeta. Sim, todo o discurso ideológico de “segurança” e “dignidade” não são tão comuns assim nos EUA. Segundo estatísticas norte-americanas, cerca de 30 milhões de pessoas estão abaixo da linha de pobreza. Dos sete países mais ricos do mundo (o G-7), os EUA figuram como o pior país em indicadores sociais. Ou seja: a terra do Tio Sam é o país onde se pior vive.
O que ficou mais evidente foi a demora na ajuda à região. Afinal, gastar dinheiro com pobres e negros não é uma preocupação dos canalhocratas comandados por Bush. É muito mais importante mandar soldados para o Iraque assassinar pessoas inocentes através de um jogo sujo, que é denominado de “democratização” do país, do que resgatar seus próprios cidadãos.
Mas o caro leitor deve entender que Bush é o coroamento de toda uma política implementada por Reagan nos anos 80, atenuada por Clinton na década seguinte e, agora, mantida com todo o ódio contra os desvalidos da sociedade norte-americana.
A preocupação do governo Bush é só uma: proteger a elite. O resto é perda de tempo.
Colaboração revisional: André Vinicius Lira Costa
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