O crescimento econômico nunca foi tão fácil... Para os outros

 

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Durante a década de 1980, a principal preocupação da sociedade brasileira era o ciclo inflacionário acentuado pelo descalabro econômico dos militares.  No final do governo Sarney (hoje, o principal representante “progressista” e “petista” de primeiro momento na iminente vitória de Lula em 2002), terminou o seu mandato (1989) com uma inflação anual de aproximadamente 4.500%.

Mesmo com a inflação nestes patamares, a economia crescia entre 4% e 5% ao ano. Agora, isso seria quase que o paraíso. O fato é que com a vitória do neoliberalismo, com Collor e a sua consolidação no período FHC, a inflação despencou para patamares “civilizados”, ao mesmo tempo em que a economia seguia o mesmo ritmo.

A abertura econômica de Collor, sem a famosa contrapartida (a reciprocidade na abertura dos mercados externos para o Brasil), aniquilou vários segmentos da economia brasileira. Ao invés da modernização industrial, o padrão adotado foi a privatização e pulverização da capacidade industrial do Estado de obter literalmente lucro para reinvestir na própria economia.

A desculpa dos piratas, ou melhor, privatas era a “ineficiência” das empresas. Ineficiência esta, gerada pelos próprios ocupantes do poder desde 1964. Foram eles que transformaram inúmeras empresas estatais em cabides de empregos, com desvios de verbas, promoveram a ineficiência e etc.

O fato é que doaram literalmente tudo para os segmentos empresariais internacionais e alguns nacionais. Os preços de venda das empresas praticados na época deveriam ter colocado todos os envolvidos atrás das grades pelo crime de lesa pátria. Mas como estamos no Brasil os picaretas ganharam status social, bons empregos e colunas em revistas semanais.  E o que é pior: continuam a defender as mesmas barbaridades.

E ainda tem mais: o motivo para a privatização, (ou melhor, a doação), era que o dinheiro arrecadado permitiria ao Estado investir na Saúde, Educação etc. Como eles investiram bem!

Há quatro anos, todos dizem que é necessário ao país crescer. Isso nem poderia ser plataforma de campanha, pois é o óbvio. Agora, resta uma pergunta: crescer como? Qual seria a fórmula?

Sempre acreditei que a história é uma boa conselheira. Basta ver os Tigres Asiáticos, a China ou a Índia. O fato é que TODOS, grosso modo, fizeram o básico: investiram na Educação e criaram condições para facilitar (desonerar) a produção. Sabemos que cada país tem a sua realidade cultural e histórica, sendo, portanto, impossível copiar modelos. Por outro lado, é possível aproveitar as experiências bem-sucedidas e adaptá-las à realidade, por exemplo, do Brasil.

No Brasil, o principal empecilho para o desenvolvimento econômico é a nossa camarilha burocrática. Esta, mais hematófaga do que a soviética. Creio que nem na URSS o vampirismo chegava a tanto. 

Os milhares de cargos comissionados sem concurso; os nababescos salários dos deputados e senadores e de suas cortes e o Judiciário, que humilha mensalmente milhões de brasileiros que vivem em valões de esgoto com salários que não são pagos nem nos EUA, impedem o crescimento econômico.

Mas há uma “saída”: a Reforma da Previdência. Mexer com a aposentadoria de milhões de pessoas que ganham ou ganharão menos de mil reais nos próximos 40 anos, vai salvar o Brasil.  Esta é a tese da canalhocracia (governo dos canalhas) e dos cleptocratas (ladrões) que vampirizam o Estado brasileiro.

Esta é Nação que foi construída nos últimos 506 anos.

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