Um Pequeno Balanço de 2007

 

África - Horizontes e Desafios - Editora Atual - 2006 Amazônia - Contrastes e Desafios - Editora Atual - 2006 Fragmentação e Resistência - Editora E-Papers - 2003 AMérica Latina e o Neoliberalismo - Editora E-Papers -2001 Depois do Muro - Ao Livro Técnico - 1998 Globalização - Ao Livro Técnico - 1998

 

 

  

O ano de 2007 chega ao final com muitas novidades. No âmbito doméstico o governo Lula consolidou sua trajetória de sucesso como uma das administrações de maior êxito econômico desde o fim da Ditadura Militar. Certamente alguns acharão um exagero. Mas com os dados econômicos em mãos não há o que discutir.
A redução da pobreza e a elevação da renda, por exemplo, são fatos incontestáveis. Coube a um governo de “esquerda” dinamizar o nosso proto-capitalismo mostrando à nossa direita feudal como governar. O Brasil é realmente fantástico.
É claro que falta ainda à nossa sociedade um pouco de espírito cristão afinal, somos o maior país católico do mundo. Isso certamente chegará... um dia.
No âmbito latino-americano Hugo Chávez foi a bola da vez. Aqui, a imprensa de extrema-direita representada pela revista Veja com seus “jornalistas” de alto nível tiveram acessos psicóticos e doutrinaram a analfabeta e decadente classe média brasileira com reportagens dignas da época do macarthismo. Estupraram ao máximo a realidade e a perspectiva histórica para justificar as suas opiniões sobre a Venezuela. Vale lembrar que defendo a análise histórica para “explicar” a Venezuela ou qualquer outro governo.
O que não é admissível é que a “onda democrática” seja seletiva. O EUA, por exemplo,  possuem uma democracia fajuta com fraudes históricas nas eleições e não são classificados como uma ditadura pela “mídia democrática”.  Agora, se um governo é eleito pela maioria e se opõe a subserviência degradante aos EUA é uma ditadura. Vivemos literalmente em uma farsa democrática.
A imprensa brasileira perdeu o pudor ao ficar “torcendo” por candidatos de seu interesse e governos comprometidos com o Tio Sam.  Mais uma vez fica a pergunta: qual a diferença entre a Veja e o jornal estatal cubano Granma? Resposta? Nenhuma, pois cada um defende os seus interesses e a “isenção” de informação não existe.
 

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